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III Fórum Qualidade e Competitividade Agro-Alimentar

29/08 às 17:23

Decorreu hoje no Hotel Polana, em Maputo, o III Fórum Qualidade e Competitividade Agro-Alimentar organizado pela AJAP - Associação de Jovens Agricultores de Portugal. O evento contou com a presença de várias entidades com relevância no sector agro-alimentar e não só, tendo intervido, nomeadamente, Suas Excelências o Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar de Moçambique, a Senhora Embaixadora de Portugal em Moçambique, o Secretário de Estado da Internacionalização, o Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural de Portugal, o Presidente do Conselho Europeu de Jovens Produtores e ainda o Vice-Presidente da FENAGRi Numa primeira parte, realizou-se uma Mesa Redonda subordinada ao tema "Valorizar a Produção na Cadeia de Valor", na qual se insistiu na importância da promoção da agricultura como actividade com grande potencial de crescimento económico em Moçambique e se sublinhou o mútuo interesse de fomentar parcerias e partilha de conhecimentos e tecnologias entre Portugal e Moçambique. No segundo Painel, intitulado "Financiar a Produção, Melhorar a Qualidade", tomaram a palavra vários dirigentes de entidades do sistema financeiro, nomeadamente do Banco Nacional de Investimento, Fundo Nacional para o Desenvolvimento Sustentável e o Senhor Presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores, e identificaram-se os campos prioritários de investimento, não só a nível macro, como no que respeita a pequenas e médias empresas, e acesso a micro-crédito por parte dos pequenos produtores. 80% da agricultura em Moçambique continua a ser de subsistência, e do evento saiu-se com a mensagem geral que, para causar a evolução desta situação para um panorama em que a produção agro-pecuária possa representar uma fatia mais significativa do PIB de Moçambique, é necessário apostar na força motriz da nova geração de jovens agricultores, investir na formação e capacitação tanto a nível técnico e de empreendedorismo, e em simultâneo facilitar o acesso a crédito e criar oportunidades de negócio e investimento. A cooperação internacional, nomeadamente o estreitar de relações e a união de esforços entre Portugal e Moçambique, será uma componente indispensável do processo. «Estamos juntos!», foi a expressão que rematou este Fórum. http://www.ajap.pt/index.php/component/k2/item/5-iii-forum-qualidade-e-competitividade-agro-alimentar

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  15 Nov
South African Business Incubation Conference

28/08 às 10:42

De 15 a 16 de novembro, irá realizar-se a Conferência Sul-africana de Incubação de Empresas em parceria com o Departamento de Desenvolvimento de Pequenas Empresas. O tema da conferência deste ano é "Criando o crescimento empresarial inclusivo através da inovação" e incidirá nos seguintes subtemas: Sistemas Eco Empresariais; Tendências da Indústria e Inovação; Financiamento; Comercialização; e Disrupção digital. Na noite de dia 15 de novembro, serão apresentados os Prémios de Incubação de Empresas de Tecnologia. Estes visam reconhecer e incentivar as melhores práticas no espaço de desenvolvimento empresarial. A cerimónia de entrega de prémios será aberta aos Centros de Incubação e Aceleradores em toda a África do Sul, apoiados pelo governo, instituições académicas, setor privado e outras organizações. Fonte: http://www.sabi-conference.co.za/index.html

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Fórum sobre a cadeia de valor de fruteiras em Inhambane

24/08 às 08:30

Decorreu esta terça-feira, em Inharrime, Inhambane, o primeiro fórum provincial de fruteira com vista a debater estratégias que visam melhorar o volume da produção e qualidade da fruta no país. O evento foi dirigido pela Directora provincial da Agricultura e Segurança Alimentar da província de Inhambane e estiveram presentes vários actores da cadeia da fruta. A directora anotou que esta província possui um grande potencial na produção de fruta, com um volume de 336 mil toneladas por ano, com destaque para a manga e citrinos. Não obstante, apesar do índice de produção nos rendimentos obtidos, a qualidade da fruta ainda constitui um grande desafio, pelo facto de a maior parte das fruteiras serem velhas e improdutivas, bem como devido à falta de realização de maneio integrado de pragas e doenças, com enfoque para poda e limpezas. A directora disse ainda que há necessidade de aumentar o volume da produção da fruta quer em quantidade e qualidade, para poder responder às crescentes exigências das indústrias, nomeadamente a indústria de processamento, que tem registado crescentes investimentos. O governador da província de Inhambane, Daniel Chapo, sublinhou que com o aumento da produção e da produtividade da fruta, espera-se não só trazer benefícios para a segurança alimentar e nutricional, mas também para tornar a produção de fruta uma e fonte segura de renda para as famílias. A realização deste Fórum teve portanto como objectivo reactivar o compromisso de todos os actores da cadeia da fruta, desde os Governos Provinciais, Distritais, produtores, Técnicos a agro-industriais, com vista ao aumento da produtividade e produção da fruta, focalizando a Sensibilização e o apoio à população para a realização periódica de podas, limpezas, o tratamento de pragas e doenças, a implantação de novos pomares com finalidade comercial e na intermediação do mercado da fruta. Com efeito, o tema do Fórum - “Por Uma Fruticultura Orientada Para o Agro-Negócio, Segurança Alimentar e Nutricional” - reforça bem a intenção de arrancar com mais uma etapa dentro do processo produtivo, visando a recuperação e capitalização do potencial de produção da fruta na Província de Inhambane. Fonte: http://www.masa.gov.mz/actores-da-cadeia-da-fruta-debatem-estrategias-de-aumento-da-producao-em-inharrime-provincia-de-inhambane/

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Destaque ·

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Promover a inovação nos sectores agrícola, alimentar e florestal em Moçambique: A importância de uma rede de partilha de conhecimento e tecnologia

06/09 às 17:40

A elaboração do presente documento teve como objetivo a realização de um levantamento e caracterização inicial da situação atual da agricultura e desenvolvimento rural em Moçambique. Este levantamento foi realizado de um ponto de vista científico e tecnológico, abrangendo tanto o sector público como o sector privado. Esta caracterização é essencial para o desenvolvimento de propostas de diretrizes para a promoção da inovação nos sectores agrícola, alimentar, florestal e ambiental, nomeadamente no que se refere à criação de uma rede nacional de partilha de conhecimento e tecnologia em Moçambique. O processo de levantamento e caracterização dos sectores agrícola, alimentar e florestal foi realizado através de: - Contacto com universidades e instituições relevantes quer para os sectores agrícola, alimentar e florestal quer para a inovação; - Recurso a artigos científicos, documentos oficiais e informações disponíveis online. Em alguns casos não foi possível confirmar as informações obtidas através das páginas Web oficiais das instituições, pelo que algumas delas podem encontrar-se desatualizadas. Pode fazer o download do documento em anexo ou consultar o ebook em: https://issuu.com/inovisa/docs/skan_cplp_mz

Skan mocambique
FRUTEIRAS NATIVAS EM MOÇAMBIQUE: UMA ALTERNATIVA PARA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL

18/11 às 10:05

FRUTEIRAS NATIVAS EM MOÇAMBIQUE: UMA ALTERNATIVA PARA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL Em Moçambique, o consumo de frutas nativas é uma estratégia importante para as comunidades rurais durante períodos sazonais de fome crítica, tendo em conta que as fruteiras nativas têm uma boa adaptabilidade em zonas áridas e não requerem uso massivo de fertilizantes, este facto, minimiza os custos de produção. A inclusão de frutos nativos na dieta alimentar tem a vantagem adicional de fornecer nutrientes e antioxidantes às populações, minimizando os problemas de desnutrição e “fome oculta”. Por isso, as fruteiras nativas, jogam em Moçambique um importante papel na nutrição e medicina tradicional para as populações rurais e representam um potencial elevado de exploração económica, na promoção de oportunidades de emprego e na melhoria da renda familiar das populações e da economia nacional, assumindo um papel com relevância sectorial e social para o desenvolvimento. A promoção do consumo de frutos nativos destaca-se como uma estratégia atraente para combater a insegurança alimentar e nutricional, permitindo ás famílias ter responsabilidade sobre sua dieta de uma forma sustentável e culturalmente apropriada. A flora Moçambicana é muito rica em fruteiras nativas e embora muitas delas apresentem amplas perspectivas de aproveitamento económico, tanto a nível local como nacional, poucas têm sido estudadas, sendo a transferência do conhecimento técnico-científico actual e de oportunidades de negócio em novas cadeias de valor bastante incipiente, e negligenciado grande parte do conhecimento indígeno. O primeiro Workshop Nacional de Fruteiras Nativas em Moçambique realizado sob o lema “Valorizando o que é Nosso através da Ciência e de Tecnologias”, reunindo todos os interessados em conhecimento sobre fruteiras nativas e nas suas cadeias de valor, incluindo governantes, académicos, investigadores e estudantes, ONGs e outros actores da sociedade civíl, fruticultores e associações de produtores e interessados do sector privado, contribuiu para alavancar o debate e investigação nesta área em Moçambique. Este encontro promoveu a criação de redes de conhecimento e negócio, as temáticas inseriram-se no “Plano de Investimento: subprograma Fruticultura” e contribuem para as áreas prioritárias de investigação: “ Produção agrícola – fruticultura” e “ Utilização de recursos etnobotânicos – plantas com valor nutricional”; alinhando com um dos programas principais do PEDSA: “ Fomento de culturas orientadas para o mercado”. Dentro deste contexto, foram apresentados neste Workshop trabalhos publicados no âmbito de fruteiras nativas em Moçambique, servindo de amostra nesta presente publicação, do resumo da tese com o tema “Determinação de Rendimentos Médios Anuais, Tamanho Médio do Fruto e Características da Produção de Vangueria infausta (Maphilua)”. Resumo A Vangueria infausta (Maphilua) é uma das espécies nativas de Moçambique com grande valor alimentar, medicinal e socio-económico, mas pouco se sabe sobre o seu nível de produção em Moçambique, nomeadamente sobre os factores que influenciam o seu nível de produção e se apresenta ou não alternância de produção (quando um ano de alta produção de frutos é intercalada com anos de baixa ou nenhuma produção, ou vice-versa). O presente estudo foi realizado em 2012, com o objectivo de determinar rendimento médio da Vangueria infausta nos anos 2004, 2005 e 2006, o tamanho médio do fruto, a relação entre o tamanho do fruto e a produção e de verificar se existia alternância de produção nesta fruteira nativa. Os dados de produção foram colhidos pelo CIF (Centro de Investigação Florestal, actual CEF, do IIAM) no seu campo experimental, no Distrito de Marracuene, Província de Maputo, num ensaio estabelecido com o objectivo de testar o espaçamento da Vangueria infausta vulgarmente conhecida como Maphilua. As mudas utilizadas para o estabelecimento deste ensaio foram produzidas por sementes e o ensaio foi estabelecido em 1998 (as sementes foram colhidas em Marracuene em 1996).O ensaio tinha um total de 81 árvores, que foi considerado como uma população na qual foi definida uma amostra de 45 árvores seleccionadas de forma aleatória para determinar os rendimentos e características da produção. As primeiras árvores começaram a produzir em 2004, portanto em 2004, 2005 e 2006, observou-se para cada árvore, os frutos que tinham atingido a maturação, e procedeu-se à sua colheita para em seguida se fazer a contagem dos mesmos, sua pesagem numa balança de precisão e posterior extracção e contagem do número de sementes por fruto. Os dados obtidos foram usados para determinar os rendimentos médios (número e peso dos frutos produzidos por árvore) e para gerar um gráfico através do programa Microsoft Excel 2010, que permitiu também observar a variação na produção e verificar se existia ou não alternância de produção. Para a determinação do tamanho médio dos frutos foram colhidos dados dos anos 2005 e 2006, seleccionando-se ao acaso 10 frutos maduros por árvore, em 20 das 45 árvores da amostra, que foram pesados e de seguida mediu-se a altura e diâmetro de cada um e o diâmetro usando o paquímetro. Testou-se a existência da relação, em termos estatísticos, entre o tamanho médio de 10 frutos e o peso médio de 10 frutos, através da regressão e correlação no STATA 10. Com base nos resultados obtidos verificou-se que, algumas das árvores da amostra apenas iniciaram a produção em 2006 e outras ainda não tinham iniciado a produção em 2006, o que indica que existe uma grande variação no período de juvenilidade desta fruteira, os rendimentos foram crescentes (205,1; 404,3 e 555,1, g/árvore, respectivamente em 2004, 2005 e 2006), registando um aumento de 97% de 2004 para 2005 e de 37% de 2005 para 2006. Algumas árvores (47%) claramente mostraram um padrão de alternância de produção, enquanto que apenas 13% das árvores mostraram uma produção crescente entre 2004 e 2006, enquanto que as restantes apenas produziram uma vez (18%), ou não produziram (13%), ou mostraram um decréscimo da produção (9%).O comprimento e altura médias dos frutos registaram um aumento em 5.5 e 3.56 % respectivamente, de 2004 para 2005 e verificou-se que o peso médio de 10 frutos foi apenas influenciado pelo comprimento e não pelo diâmetro. Autor do Resumo: Declério Moisés Sebastião Mucachua* - É Licenciado em Engenharia Agronómica pela Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal da Universidade Eduardo Mondlane com o tema da tese “Determinação de Rendimentos Médios Anuais, Tamanho Médio do Fruto e Características da Produção de Vangueria infausta (Maphilua)”. Fez parte como Investigador de campo dos Projectos: WWF (World Wide Fund For Nature) em colaboração com Serviços Florestais dos Estados Unidos da América “Financiamento Sustentável do Sistema de Áreas Protegidas em Moçambique”, financiado pelo PNUD, e da Praga do Coqueiro “Oryctes monoceros (Escaravelho rinoceronte)” da Faculdade de Agronomia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), financiado pelo Millennium Challenge Account. Participou de cursos como: Better Cotton Initiative (Iniciativa de Melhor Algodão) leccionado pela Sociedade Algodoeira do Niassa e Produção e comercialização de hortícolas leccionado pela Associação de Fruticultores do Sul de Moçambique (FRUTISUL). Actualmente, faz parte do grupo técnico que esta organizar a Conferência Nacional da Juventude e Agricultura, sob tutela do Ministério da Juventude e Desportos. *e-mail: Dmucachua@gmail.com

Confagri1
Missão da FAO defende "revolução agrária" em Moçambique

12/12 às 10:42

Uma missão multidisciplinar da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em apoio à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, considerou crucial o alinhamento das políticas agrícolas, acesso a insumos e compromisso dos camponeses para uma «revolução agrária» de sucesso em Moçambique. «É preciso aumentar a produção, conhecer as áreas e incrementar o rendimento por hectare», declarou Ruhiza Boroto, representante regional da FAO e chefe da missão para assistência a Moçambique. Após visita a campos agrícolas, assistidos por projetos da organização em Manica, Ruhiza Boroto disse que para «uma revolução agrícola sustentável», além de boas políticas agrárias estatais, os camponeses precisam ter acesso a sementes certificadas e estar comprometidos com o aumento do rendimento da produção. Ruhiza Boroto frisou que «não é suficiente ajudar o país a atingir um padrão de rendimento por hectare, para a competitividade regional no âmbito da agenda 2030», sustentando que o sucesso se complementa com a redução das perdas pós-colheita e acesso a mercados de qualidade. É ainda preciso, prosseguiu, fazer com que cada camponês «produza para comer, vender e atingir a autossuficiência». Por sua vez, Castro Camarada, representante da FAO em Moçambique, assinalou que a missão se encontra no país a pedido do Governo e várias iniciativas serão desenvolvidas no âmbito da agenda 2030 para tornar sustentável as áreas da agricultura, pescas e florestas. Avaliando como positiva a intervenção da FAO em Moçambique, Castro Camarada lamentou a persistência do conflito político-militar, que opõe o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, o que está a afetar vários projetos da organização na região centro de Moçambique. A iniciativa que cobre 47 países, incluindo Moçambique, pretende moldar os programas de desenvolvimento dos governos de uma forma transformadora para os próximos 15 anos. Moçambique foi incluído este ano na Iniciativa Regional 2 (RI2) da FAO sobre intensificação sustentável da produção e desenvolvimento de cadeias de valor. Fonte: http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia65078.aspx

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