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MASA e Parceiros debatem estratégias para incrementar produção do algodão

10/07 às 09:46

No âmbito da cooperação trilateral Moçambique, Brasil e Malawi, decorreu recentemente em Maputo a V Reunião do Comité de Coordenação do Projecto Regional de Fortalecimento do Sector Algodoeiro nas Bacias do Baixo Shire e Zambeze, com vista a debater estratégias ligadas a boas práticas de produção do algodão. Segundo o Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino de Marrule, o Projecto Shire-Zambeze constitui um contributo para o alcance do desafio de aumento de rendimentos de campo, através da qualificação de pessoal técnico e produtores em boas práticas de produção do algodão e no fortalecimento do sistema de sementes de algodão em Moçambique e Malawi, nomeadamente através de assistência técnica prestada pelo Governo Brasileiro. Na reunião, o Embaixador da República Federal do Brasil em Moçambique, Rodrigo Soares, elogiou a cooperação existente entre os países, dados os resultados assinaláveis do projecto. Com efeito, na primeira campanha os produtores moçambicanos assistidos pelo projecto lograram e duplicaram a produção média e na actual campanha as estimativas indicam que os produtores tiveram resultados ainda melhores: uma produção de cerca de 2 ton/ha, contrastante com uma média regional inferior a 500 kg/ha. Segundo Soares, a cooperação brasileira tem como objectivo central o desenvolvimento de capacidades técnicas e institucionais com parceiros, com o intuito de compartilhar experiências e avaliar em que medida são úteis ao fortalecimento do parceiro. Fonte: http://www.masa.gov.mz/comite-de-coordenacao-do-projecto-regional-de-fortalecimento-do-sector-algodoeiro-nas-bacias-do-baixo-shire-e-zambeze-debate-incremento-da-producao/

Autosuficiencia cereais
Governo perspectiva auto-suficiencia em cereais

05/07 às 09:31

O Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino Marrule, garantiu que Moçambique vai continuar a ser auto-suficiente na cultura do milho, tanto para consumo, como para abastecer a indústria nacional. Concretamente, a perspetiva é que se venham a produzir 3.3 milhões de toneladas deste cereal na presente campanha agrícola, contra 2.6 milhões alcançados no ano passado. Marrule faz um balanço positivo do desempenho do sector no primeiro trimestre de 2018, não obstante a ocorrência de algumas adversidades, como pragas e doenças, chuvas acima do normal no centro e norte do país, entre outros fatores, que contribuíram para a perda de culturas numa área de 188 mil hectares. A cultura do milho foi a mais afetada com estas perdas, com um total de 116 mil hectares abrangidos. Relativamente às leguminosas, revelou-se um crescimento de 15.5% comparativamente ao primeiro trimestre de 2017. Desta produção, segundo a fonte, os feijões tiveram maior peso, mas as raízes e tubérculos registaram igualmente uma tendência de crescimento, ao passarem de 12.7 milhões de toneladas, no primeiro trimestre de 2017, para 17.2 milhões em 2018. Nas culturas de rendimento, o ministro disse que o algodão poderá registar o maior crescimento (cerca de 53%), graças à melhoria das condições climatéricas, associada à utilização de tecnologias melhoradas de maneio de pragas e o adensamento de plantas. “O nosso desejo é que a produção nacional continue a melhorar. Devemos concentrar os nossos esforços na orientação dos produtores para o aproveitamento integral da água para rega, bem como a produção de hortícolas nas zonas baixas. Continuaremos a privilegiar o estabelecimento de mecanismos que garantam a produção, escoamento, processamento e conservação de produtos agrários”, prometeu o ministro. Higino Marrule instou ainda os quadros do seu sector a apostarem na investigação e geração de tecnologias agrárias, extensão e assistência aos produtores, estabelecimento de infraestruturas agrarias de mercado, processamento e escoamento, bem como de sistemas sustentáveis de irrigação, estabelecimento de centros de prestação dos serviços, incremento de produção de frangos, ovos e carnes e massificação de programas de incubação de jovens. Fonte: FDA – Fundo de Desenvolvimento Agrário

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Moçambique e China Assinam Acordo para o Combate ao Comércio Ilegal da Madeira

29/06 às 11:32

Os Governos de Moçambique e China assinaram este mês um Memorando de Entendimento que permite que Moçambique passe a controlar a informação sobre o volume de madeira que sai do País, rumo à República Popular da China. O Memorando prevê que os dois países estabeleçam um intercâmbio para exploração, transporte, comercialização e exportação de madeira de Moçambique, de forma ordeira e sustentável, considerando a Plataforma do Fórum de Cooperação entre a China e África (FOCAC), que estabelece que a China vai apoiar no reforço da capacidade dos países africanos na proteção e gestão sustentável das florestas. A assinatura do Memorando abre uma nova era na cooperação com a China, no âmbito da exploração florestal madeireira, pois vai consolidar os esforços que os dois governos têm estado a empreender no combate ao comércio ilegal da madeira, que lesou ao Estado moçambicano em aproximadamente mil milhões de US$, nos últimos 10 anos. Para Moçambique, esta medida complementa o trabalho que tem sido desenvolvido nos últimos 3 anos, com a reforma do sector de florestas, visando criar condições para uma exploração sustentável económica, social e ambientalmente. O Governo chinês, reconhecendo os esforços do Governo de Moçambique em garantir uma exploração sustentável deste importante recurso florestal, vai implantar em Moçambique um Parque Industrial de Processamento da Madeira, que irá acrescentar valor ao produto, estimular o desenvolvimento da indústria local, a criação de novos empregos e aumento da renda das famílias moçambicanas. Os dois governantes concordaram ainda em desenvolver uma plataforma de coordenação bilateral mais profunda que irá permitir a transferência de tecnologia, capacitação institucional e melhoria do ambiente de negócios no âmbito da exploração madeireira. No encontro, o governante chinês reiterou que a cooperação ambiental e ecológica entre a China e África, em particular Moçambique, tem sido bastante significativa. Os governantes concordaram em formalizar esta cooperação ambiental para uma maior troca de experiencia no âmbito da civilização ecológica e da economia verde. Fonte: http://www.mitader.gov.mz/press/mocambique-e-china-assinam-acordo-para-o-combate-ao-comercio-ilegal-da-madeira/

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Promover a inovação nos sectores agrícola, alimentar e florestal em Moçambique: A importância de uma rede de partilha de conhecimento e tecnologia

06/09 às 17:40

A elaboração do presente documento teve como objetivo a realização de um levantamento e caracterização inicial da situação atual da agricultura e desenvolvimento rural em Moçambique. Este levantamento foi realizado de um ponto de vista científico e tecnológico, abrangendo tanto o sector público como o sector privado. Esta caracterização é essencial para o desenvolvimento de propostas de diretrizes para a promoção da inovação nos sectores agrícola, alimentar, florestal e ambiental, nomeadamente no que se refere à criação de uma rede nacional de partilha de conhecimento e tecnologia em Moçambique. O processo de levantamento e caracterização dos sectores agrícola, alimentar e florestal foi realizado através de: - Contacto com universidades e instituições relevantes quer para os sectores agrícola, alimentar e florestal quer para a inovação; - Recurso a artigos científicos, documentos oficiais e informações disponíveis online. Em alguns casos não foi possível confirmar as informações obtidas através das páginas Web oficiais das instituições, pelo que algumas delas podem encontrar-se desatualizadas. Pode fazer o download do documento em anexo ou consultar o ebook em: https://issuu.com/inovisa/docs/skan_cplp_mz

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FRUTEIRAS NATIVAS EM MOÇAMBIQUE: UMA ALTERNATIVA PARA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL

18/11 às 10:05

FRUTEIRAS NATIVAS EM MOÇAMBIQUE: UMA ALTERNATIVA PARA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL Em Moçambique, o consumo de frutas nativas é uma estratégia importante para as comunidades rurais durante períodos sazonais de fome crítica, tendo em conta que as fruteiras nativas têm uma boa adaptabilidade em zonas áridas e não requerem uso massivo de fertilizantes, este facto, minimiza os custos de produção. A inclusão de frutos nativos na dieta alimentar tem a vantagem adicional de fornecer nutrientes e antioxidantes às populações, minimizando os problemas de desnutrição e “fome oculta”. Por isso, as fruteiras nativas, jogam em Moçambique um importante papel na nutrição e medicina tradicional para as populações rurais e representam um potencial elevado de exploração económica, na promoção de oportunidades de emprego e na melhoria da renda familiar das populações e da economia nacional, assumindo um papel com relevância sectorial e social para o desenvolvimento. A promoção do consumo de frutos nativos destaca-se como uma estratégia atraente para combater a insegurança alimentar e nutricional, permitindo ás famílias ter responsabilidade sobre sua dieta de uma forma sustentável e culturalmente apropriada. A flora Moçambicana é muito rica em fruteiras nativas e embora muitas delas apresentem amplas perspectivas de aproveitamento económico, tanto a nível local como nacional, poucas têm sido estudadas, sendo a transferência do conhecimento técnico-científico actual e de oportunidades de negócio em novas cadeias de valor bastante incipiente, e negligenciado grande parte do conhecimento indígeno. O primeiro Workshop Nacional de Fruteiras Nativas em Moçambique realizado sob o lema “Valorizando o que é Nosso através da Ciência e de Tecnologias”, reunindo todos os interessados em conhecimento sobre fruteiras nativas e nas suas cadeias de valor, incluindo governantes, académicos, investigadores e estudantes, ONGs e outros actores da sociedade civíl, fruticultores e associações de produtores e interessados do sector privado, contribuiu para alavancar o debate e investigação nesta área em Moçambique. Este encontro promoveu a criação de redes de conhecimento e negócio, as temáticas inseriram-se no “Plano de Investimento: subprograma Fruticultura” e contribuem para as áreas prioritárias de investigação: “ Produção agrícola – fruticultura” e “ Utilização de recursos etnobotânicos – plantas com valor nutricional”; alinhando com um dos programas principais do PEDSA: “ Fomento de culturas orientadas para o mercado”. Dentro deste contexto, foram apresentados neste Workshop trabalhos publicados no âmbito de fruteiras nativas em Moçambique, servindo de amostra nesta presente publicação, do resumo da tese com o tema “Determinação de Rendimentos Médios Anuais, Tamanho Médio do Fruto e Características da Produção de Vangueria infausta (Maphilua)”. Resumo A Vangueria infausta (Maphilua) é uma das espécies nativas de Moçambique com grande valor alimentar, medicinal e socio-económico, mas pouco se sabe sobre o seu nível de produção em Moçambique, nomeadamente sobre os factores que influenciam o seu nível de produção e se apresenta ou não alternância de produção (quando um ano de alta produção de frutos é intercalada com anos de baixa ou nenhuma produção, ou vice-versa). O presente estudo foi realizado em 2012, com o objectivo de determinar rendimento médio da Vangueria infausta nos anos 2004, 2005 e 2006, o tamanho médio do fruto, a relação entre o tamanho do fruto e a produção e de verificar se existia alternância de produção nesta fruteira nativa. Os dados de produção foram colhidos pelo CIF (Centro de Investigação Florestal, actual CEF, do IIAM) no seu campo experimental, no Distrito de Marracuene, Província de Maputo, num ensaio estabelecido com o objectivo de testar o espaçamento da Vangueria infausta vulgarmente conhecida como Maphilua. As mudas utilizadas para o estabelecimento deste ensaio foram produzidas por sementes e o ensaio foi estabelecido em 1998 (as sementes foram colhidas em Marracuene em 1996).O ensaio tinha um total de 81 árvores, que foi considerado como uma população na qual foi definida uma amostra de 45 árvores seleccionadas de forma aleatória para determinar os rendimentos e características da produção. As primeiras árvores começaram a produzir em 2004, portanto em 2004, 2005 e 2006, observou-se para cada árvore, os frutos que tinham atingido a maturação, e procedeu-se à sua colheita para em seguida se fazer a contagem dos mesmos, sua pesagem numa balança de precisão e posterior extracção e contagem do número de sementes por fruto. Os dados obtidos foram usados para determinar os rendimentos médios (número e peso dos frutos produzidos por árvore) e para gerar um gráfico através do programa Microsoft Excel 2010, que permitiu também observar a variação na produção e verificar se existia ou não alternância de produção. Para a determinação do tamanho médio dos frutos foram colhidos dados dos anos 2005 e 2006, seleccionando-se ao acaso 10 frutos maduros por árvore, em 20 das 45 árvores da amostra, que foram pesados e de seguida mediu-se a altura e diâmetro de cada um e o diâmetro usando o paquímetro. Testou-se a existência da relação, em termos estatísticos, entre o tamanho médio de 10 frutos e o peso médio de 10 frutos, através da regressão e correlação no STATA 10. Com base nos resultados obtidos verificou-se que, algumas das árvores da amostra apenas iniciaram a produção em 2006 e outras ainda não tinham iniciado a produção em 2006, o que indica que existe uma grande variação no período de juvenilidade desta fruteira, os rendimentos foram crescentes (205,1; 404,3 e 555,1, g/árvore, respectivamente em 2004, 2005 e 2006), registando um aumento de 97% de 2004 para 2005 e de 37% de 2005 para 2006. Algumas árvores (47%) claramente mostraram um padrão de alternância de produção, enquanto que apenas 13% das árvores mostraram uma produção crescente entre 2004 e 2006, enquanto que as restantes apenas produziram uma vez (18%), ou não produziram (13%), ou mostraram um decréscimo da produção (9%).O comprimento e altura médias dos frutos registaram um aumento em 5.5 e 3.56 % respectivamente, de 2004 para 2005 e verificou-se que o peso médio de 10 frutos foi apenas influenciado pelo comprimento e não pelo diâmetro. Autor do Resumo: Declério Moisés Sebastião Mucachua* - É Licenciado em Engenharia Agronómica pela Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal da Universidade Eduardo Mondlane com o tema da tese “Determinação de Rendimentos Médios Anuais, Tamanho Médio do Fruto e Características da Produção de Vangueria infausta (Maphilua)”. Fez parte como Investigador de campo dos Projectos: WWF (World Wide Fund For Nature) em colaboração com Serviços Florestais dos Estados Unidos da América “Financiamento Sustentável do Sistema de Áreas Protegidas em Moçambique”, financiado pelo PNUD, e da Praga do Coqueiro “Oryctes monoceros (Escaravelho rinoceronte)” da Faculdade de Agronomia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), financiado pelo Millennium Challenge Account. Participou de cursos como: Better Cotton Initiative (Iniciativa de Melhor Algodão) leccionado pela Sociedade Algodoeira do Niassa e Produção e comercialização de hortícolas leccionado pela Associação de Fruticultores do Sul de Moçambique (FRUTISUL). Actualmente, faz parte do grupo técnico que esta organizar a Conferência Nacional da Juventude e Agricultura, sob tutela do Ministério da Juventude e Desportos. *e-mail: Dmucachua@gmail.com

Confagri1
Missão da FAO defende "revolução agrária" em Moçambique

12/12 às 10:42

Uma missão multidisciplinar da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em apoio à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, considerou crucial o alinhamento das políticas agrícolas, acesso a insumos e compromisso dos camponeses para uma «revolução agrária» de sucesso em Moçambique. «É preciso aumentar a produção, conhecer as áreas e incrementar o rendimento por hectare», declarou Ruhiza Boroto, representante regional da FAO e chefe da missão para assistência a Moçambique. Após visita a campos agrícolas, assistidos por projetos da organização em Manica, Ruhiza Boroto disse que para «uma revolução agrícola sustentável», além de boas políticas agrárias estatais, os camponeses precisam ter acesso a sementes certificadas e estar comprometidos com o aumento do rendimento da produção. Ruhiza Boroto frisou que «não é suficiente ajudar o país a atingir um padrão de rendimento por hectare, para a competitividade regional no âmbito da agenda 2030», sustentando que o sucesso se complementa com a redução das perdas pós-colheita e acesso a mercados de qualidade. É ainda preciso, prosseguiu, fazer com que cada camponês «produza para comer, vender e atingir a autossuficiência». Por sua vez, Castro Camarada, representante da FAO em Moçambique, assinalou que a missão se encontra no país a pedido do Governo e várias iniciativas serão desenvolvidas no âmbito da agenda 2030 para tornar sustentável as áreas da agricultura, pescas e florestas. Avaliando como positiva a intervenção da FAO em Moçambique, Castro Camarada lamentou a persistência do conflito político-militar, que opõe o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, o que está a afetar vários projetos da organização na região centro de Moçambique. A iniciativa que cobre 47 países, incluindo Moçambique, pretende moldar os programas de desenvolvimento dos governos de uma forma transformadora para os próximos 15 anos. Moçambique foi incluído este ano na Iniciativa Regional 2 (RI2) da FAO sobre intensificação sustentável da produção e desenvolvimento de cadeias de valor. Fonte: http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia65078.aspx

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